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8 de Março

Não estão em túmulos
Nem em buquês,
Mas cada flor suspira por elas.

Duzentos e sessenta olhos em chama,
Chamam a justiça,
Uma igualdade sonhada.

Não as acham em jardins,
Ninguém as vê nas sacadas,
Mas cada flor chora com elas.

Do chão da fábrica
Ao chão da cozinha,
Sua força nos assombra.

Um vaso vazio
Ou um canteiro esquecido,
Mas cada flor encontra nelas
Uma seiva de amor.

São dias de luta
E meses de dor
A transformarem-se em anos de ternura.

Não estão em túmulos
Nem em buquês,
Mas cada flor suspira por elas.

Duzentos e sessenta olhos em chama,
Chamam a justiça,
Uma igualdade sonhada.

Não as acham em jardins,
Ninguém as vê nas sacadas,
Mas cada flor chora com elas.

Do chão da fábrica
Ao chão da cozinha,
Sua força nos assombra.

Um vaso vazio
Ou um canteiro esquecido,
Mas cada flor encontra nelas
Uma seiva de amor.

São dias de luta
E meses de dor
A transformarem-se em anos de ternura.

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