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Compasso
I
Indaguei meu coração se era possível viver de sonhos, respirar fantasias, alimentar-se de ilusões. Meu coração ficou quieto, provavelmente sonhava, deixando sua existência com sonhos e fantasias e ilusões.
II
Quando me perguntam se tenho medo da morte, explico que meu pavor vem da vida, do seu curto espaço de tempo. Temo sim, não morrer, temo que a vida não caiba nos meus sonhos, que me falte tempo para vivê-los.
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