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Soluços

I

A maioria das verdades do mundo se esconde no meu coração. Lá, vi a miséria do amor junto dos anjos apocalípticos.

Não, não era ilusão a morte do louco, sua divindade o ressuscitou e ele fundou a escola dos inconsequentes.

Não sei, talvez devêssemos orar pelo nosso futuro. A incerteza alimenta angústias. Só no sofrimento nos tornamos gênios.

Vamos embora, é o fim do mundo.

II

Na noite cinzenta de estrelas das alucinações, acordei assustado e tive um sonho:

Vi dos céus baixar um santo que vinha em nome não sei do quê. Talvez nem fosse santo, mas minha alma assim o quis.

Pois bem, em meio a acordes de hesitação, fiz uma canção e o segui. Segui seus passos atrás do milagre. Para minha surpresa, caminhei nas ilusões.

Quem sabe a morte não seja tão triste... Apenas um passo à santidade.

Amém.

III

Lutas sangrentas e ideais lunáticos, parece o mundo dos que se dizem poetas. Para mim, pouco muda. Todavia, na minha terra também há flores e pássaros e cantigas e festas e amores. São alegrias poluídas por um não sonho. Ecos do meu espírito podre e da minha alma leviana, mas procure, haverá de encontrar esperanças fugidias em alguns dos versos meus, em alguns...

IV

Num mundo de rodopios,
Na roda de desenganos,
Notei partirem navios
Que sairão em alguns anos.

Nem sequer pareço poeta,
Mas vivo um mundo de versos,
Não vejo a ilusão concreta,
Ainda continuo submerso
Em sonhos de algum profeta.

Talvez eu esteja iludido,
Ou então fui mero fantoche,
Acho-me agora perdido
No desvario de um deboche

V

Na folia da descompaixão, morrem anjos e deuses primários. Nunca nos meus sonhos o fim da perfeição foi dessa maneira. As angústias das pessoas causam revoltas. Nessas horas surge sempre um herói, hoje foi exceção...

VI

Ainda que houvesse uma mensagem, ela não existiria... seria só mais um sonho de palavras, de poesia.

I

A maioria das verdades do mundo se esconde no meu coração. Lá, vi a miséria do amor junto dos anjos apocalípticos.

Não, não era ilusão a morte do louco, sua divindade o ressuscitou e ele fundou a escola dos inconsequentes.

Não sei, talvez devêssemos orar pelo nosso futuro. A incerteza alimenta angústias. Só no sofrimento nos tornamos gênios.

Vamos embora, é o fim do mundo.

II

Na noite cinzenta de estrelas das alucinações, acordei assustado e tive um sonho:

Vi dos céus baixar um santo que vinha em nome não sei do quê. Talvez nem fosse santo, mas minha alma assim o quis.

Pois bem, em meio a acordes de hesitação, fiz uma canção e o segui. Segui seus passos atrás do milagre. Para minha surpresa, caminhei nas ilusões.

Quem sabe a morte não seja tão triste... Apenas um passo à santidade.

Amém.

III

Lutas sangrentas e ideais lunáticos, parece o mundo dos que se dizem poetas. Para mim, pouco muda. Todavia, na minha terra também há flores e pássaros e cantigas e festas e amores. São alegrias poluídas por um não sonho. Ecos do meu espírito podre e da minha alma leviana, mas procure, haverá de encontrar esperanças fugidias em alguns dos versos meus, em alguns...

IV

Num mundo de rodopios,
Na roda de desenganos,
Notei partirem navios
Que sairão em alguns anos.

Nem sequer pareço poeta,
Mas vivo um mundo de versos,
Não vejo a ilusão concreta,
Ainda continuo submerso
Em sonhos de algum profeta.

Talvez eu esteja iludido,
Ou então fui mero fantoche,
Acho-me agora perdido
No desvario de um deboche

V

Na folia da descompaixão, morrem anjos e deuses primários. Nunca nos meus sonhos o fim da perfeição foi dessa maneira. As angústias das pessoas causam revoltas. Nessas horas surge sempre um herói, hoje foi exceção...

VI

Ainda que houvesse uma mensagem, ela não existiria... seria só mais um sonho de palavras, de poesia.

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