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Lamentos do exílio

Minha terra teve palmeiras,
Onde cantava o sabiá.
Mas hoje os pobres aqui esfomeiam,
Nem conseguem se alimentar.

É incrível o retrato dessa pátria tão amada:
De um lado a burguesia requintada,
De outro a pobreza marginalizada.
É triste, decepcionante e lamentável.

É duro ver minha gente morrendo,
Enquanto uns babacas ficam se entretendo.
A miséria mata milhares de brasileiros,
Enquanto agradamos aos estrangeiros.

Minha terra virou terra de ninguém,
Já minha gente é oprimida por todos:
De um lado o crime organizado,
Do outro o governo comprado.

Mas não permita Deus que eu morra,
Sem que eu veja isso acabar,
Que a minha gente alguém socorra,
Antes que a miséria a possa matar.

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