Versos do Acaso
- Gustavo Noronha
- há 5 dias
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Versos do Acaso é o livro de estreia de Gustavo Souto de Noronha, publicado em março de 1998 pela Princeps Gráfica e Editora Ltda. (Rio de Janeiro), com 216 páginas. O livro traz a marca de um poeta jovem que descobre a escrita como forma de entender o mundo, o amor, o tempo e a própria loucura de viver.
Abre-se sob a epígrafe de Renato Russo: "Quem me dera, ao menos uma vez / Que o mais simples fosse visto como o mais importante."
No prefácio, Abel Silva escreve: "Os versos de Gustavo transbordam de amor, e, como não é assim tão natural, um desses amores que os fazem transbordar é justamente pelo próprio ato de escrever poesia."
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MUNDO
Grande mundo / Mundo grande / Imundo mundo / Mundo imundo / Imundo e grande / Grande e imundo / Nosso mundo / Mundo
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MISTÉRIO
Observei, / Meditei, / Matutei, / Duvidei, / Refleti, / Descobri, / Era ali! / Custei crer, / Mas era o quê? / Nada não, / Era o chão.
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AMANHECER
Saí na rua, / Vi ao redor, / Olhei a lua, / Não há dor, / Ela é maior. / Como brilha / A sua luz, / Como a filha, / Me seduz. / Eis que vi, / Não temi, / Só sorri. / O sol cresce, / E padece. / Amanhece.
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SONHO COM VOCÊ...
Eu sonho com você, / Sonho em vê-la, / Sonho em tê-la, / Sonho com você. / Sonho com você, / Sonho com gestos seus / Se unindo aos meus, / Sonho com você. / Sonho com minha dor, / Sonhando com seu amor, / Eu sonho com você.
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AMBIÇÃO
Quero tudo / Quero nada / Quero o mundo / Quero cada / Cada um / Cada coisa / Qualquer um / Um amor / Um horror / Com ardor
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PRECE AO SONO
Sono que me afeta, / Sono que me cansa, / Sono que me aquieta, / Sono que me amansa. / Sono que me derruba, / Sono que me destrói, / Sono que me perturba, / Sono que me corroí. / Sono, Sono, Sono, / Não posso te vencer. / Por quê? Por quê? / Não me deixe morrer. / Sei que és forte, / Até mais que a morte.
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LAMENTOS POR UM CAMPEÃO
Um povo inteiro sorriu, / Para quem viveu a mil. / Porém, depois chorou, / Quando se confirmou, / Que após grave acidente, / Ele ficara para sempre ausente. / Que pena, / Foi-se o Senna. / Perdeu o Brasil / Um herói da nação, / Os domingos não terão mais alegria / Sem alguém que nesses dias corria. / Senna morreu, acabou. / O Brasil inteiro então, chorou. / Que pena, / Foi-se o Senna.
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ERRO
Não sei se estou certo / Ou se estou enganado, / Mas se não ficares por perto, / Ficarei de todo errado.
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