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A disputa entre modelos para o campo: apontamentos sobre a questão agrária no Brasil em busca de um novo paradigma

Tipo: Artigo | Ano: 2018 | Periódico: Saúde em Debate | Autores: Gustavo Souto Noronha; Maria Lúcia de Oliveira Falcón | DOI: 10.1590/0103-11042018s314

Resumo Executivo

Publicado na Saúde em Debate (DOI: 10.1590/0103-11042018s314), este artigo examina a disputa entre dois modelos produtivos para o campo brasileiro: o agronegócio exportador e a agricultura familiar/camponesa. Os autores argumentam que essa tensão não é meramente econômica, mas envolve projetos distintos de nação, modelos diferenciados de uso do território e consequências divergentes para a saúde coletiva e o meio ambiente.

O trabalho demonstra que a hegemonia do agronegócio no Brasil contemporâneo está associada ao uso intensivo de agrotóxicos, à monocultura, à expulsão de populações rurais e à degradação ambiental — externalidades negativas que recaem desproporcionalmente sobre os mais pobres. Em contraste, a agricultura familiar apresenta superiores indicadores de eficiência produtiva por hectare, maior diversidade alimentar e menor impacto ambiental.

Os autores propõem um novo paradigma para o desenvolvimento rural brasileiro que supere o dualismo simplificador e afirme a centralidade da reforma agrária, da agroecologia e da soberania alimentar como eixos de uma política territorial sustentável.

 
 
 

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Artigo cientifico publicado na revista Saude em Debate, v. 42, n. especial 3, p. 183-198, novembro de 2018. Coautoria: Gustavo Souto Noronha (Incra) e Maria Lucia de Oliveira Falcon (UFRJ). Acesso abe

 
 
 
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Publicado originalmente no Brasil Debate e republicado pelo Jornal GGN em 5 de setembro de 2014. Desenvolvimento e democracia não são compatíveis com a miséria. O Brasil, de acordo com dados do Banco

 
 
 

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