Ora, veja
- Gustavo Noronha
- há 6 dias
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Livro: Idiossincrasias
Ora, veja só como você me deixa,
São três da manhã e eu rabisco estes versos,
talvez nem mereça
um sonho, uma lágrima, um cafuné...
Ora, veja, alguns beijos e umas noites de amor
e já estou sem saber o que fazer,
logo eu, poeta de tantas musas,
aprendiz de Don Juan,
encontrei minha Dona Ana antes que fosse o tempo...
Ora, veja, deveria saber que quando se distribui
amor
pode-se acabar com nenhum...
Maldita!
Cupido estranho dos deuses,
vê se some ou fica de vez na minha vida.
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