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Ora, veja

Livro: Idiossincrasias

Ora, veja só como você me deixa,

São três da manhã e eu rabisco estes versos,

talvez nem mereça

um sonho, uma lágrima, um cafuné...

 

Ora, veja, alguns beijos e umas noites de amor

e já estou sem saber o que fazer,

logo eu, poeta de tantas musas,

aprendiz de Don Juan,

encontrei minha Dona Ana antes que fosse o tempo...

 

Ora, veja, deveria saber que quando se distribui

amor

pode-se acabar com nenhum...

Maldita!

Cupido estranho dos deuses,

vê se some ou fica de vez na minha vida.

11 de 44 — Idiossincrasias

 
 
 

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