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Dois velhos amigos
Livro: Idiossincrasias Dois velhos amigos, a tristeza de um fim de tarde nublado, o mês de junho no Rio de Janeiro, às vezes solta aquele choro contido. Memória confusa, um tempo que foi, o sonho de mudar o mundo viu o mundo mudar os sonhos. Dores contidas. A paixão compartilhada pelo mesmo sorriso da mesma menina. As saudades do mesmo beijo. Ah⦠mas ela dançou com as estrelas. Fez magia, transformou corações e entregou sua alma ao mundo. E os dois velhos amigos cont
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Fácil sorriso
Livro: Idiossincrasias Era fácil o sorriso, Sorria leve o amor, Amava triste a canção, Cantava alegre a loucura, Enlouquecia rápido no sonho, Sonhava grande o destino, Destinava a luta ao próximo, Aproximava em si cada ser, Era fácil o sorriso⦠30 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Dor
Livro: Idiossincrasias Uma dor profunda desatina nos ombros⦠A menina, perdida em seus tesouros, ampara delÃrios e frustrações. Quisera o ouro, o ápice doentio das conquistas de um tempo que um golpe abafa. Uma dor profunda. 29 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
A ruazinha
Livro: Idiossincrasias Lá onde moram os deuses dos sonhos existe uma ruazinha onde se escondem os amores. Uma menina recolhe desejos e guarda-os num saco mágico. Num pedaço de poesia, um duende e seu pote de ouro criam milhares de arco-Ãris. Era tão bonito quando o tempo voou para o sol. Nos desencantos, uma solidão. Apenas um desejo não cria milagres Repetidas vezes se ouve cantar aquela música. Onde está a loucura? Perdem dinheiro num mundo ao avesso, parece tão s
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Castelos no ar
Livro: Idiossincrasias A gente constrói tantos castelos no ar pensando que algum dia, por qualquer razão idiota, vai se invadir seus salões e viver um mundo diferente, uma ilusão fugidia⦠A gente se esconde em falsos sorrisos, sufoca as lágrimas, porque parecer feliz é sempre mais importante que estar presente, quantos instantes desperdiçados, para que tantos subterfúgios? A gente inventa uma canção para adormecer o desejo, desconversa o que nos perturba, esqu
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Desescondido
Livro: Idiossincrasias Desescondia um sonho Amanhecia Um mel suave O rio e a borboleta Uma menininha desconversava com peixes No fundo dos olhos Na Ãris Arco-Ãris Um doce Outra vida Outras canções Um casamento Até que o sonho os separe No pique-esconde Desescondeu 26 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Lua cheia, moça bonita
Livro: Idiossincrasias Em toda noite de lua cheia, Em todo rosto de moça bonita, E toda moça é bonita, Devia se proibir as lágrimas. 25 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Dia das mães
Livro: Idiossincrasias i. (Todas as mães) Foi aà que inventaram que um dia, as razões nunca foram explÃcitas, em que estas mulheres, mágicas, doadoras do milagre da vida, deveriam ser celebradas... Hipocrisia de uma sociedade patriarcal, de homens que sequestram o poder, um poder que grita pra ser mais forte que o amor... Ahhh, mas não contavam com o sangue de Vênus, regido pela única lei, o amor, que cresce no ventre, toca corações, se espalha na alma. Sua
Gustavo Noronha
há 6 dias2 min de leitura
Imagético
Livro: Idiossincrasias Ontem lembrei de você... Uma imagem de um sonho imagina um sorriso que descobre o desejo, mágico. A magia do quase, o beijo não foi... Deixou na memória saudades de um toque que nunca aconteceu. Uma palavra faltou, o fogo não veio e na noite fez frio. 23 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Justiça burguesa
Livro: Idiossincrasias Condenado por assassinar o patrão. O advogado alegou legÃtima defesa: a vÃtima lhe roubara o namoro na praia, o chope com os amigos, o jogo do Flamengo, a viagem de lua de mel, a infância dos filhos, o sono, a capacidade de sorrir, o tempo, a vida... E a justiça? Justiça burguesa... 22 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Apaixonada
Livro: Idiossincrasias Não posso ter seus olhos, mesmo que cruzem com os meus. Nossos lábios não se fazem cúmplices. Um corpo nu que nunca me tomará... Pensamentos, cafunés, segredos... Um por do sol no Arpoador ou aquele banho de cachoeira no Horto O desejo é calado, O poema escondido, Você não pode saber! 21 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Doença Sexualmente TransmissÃvel
Livro: Idiossincrasias Diagnóstico: Vida. Causa: Sexo. Prognóstico: Morte. 20 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Chuva de verão
Livro: Idiossincrasias Entre gotas de chuva Lágrimas nos olhos Entreposto de amor 19 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Ano Novo
Livro: Idiossincrasias Ano novo fogos de arte ofÃcio de festa Novo ano artifÃcio de fogos arte difÃcil de versos 18 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Essas coisas que a gente esconde dos sentimentos
Livro: Idiossincrasias Numa carta de amor que li nâoutro dia havia um versinho que me ilustrou um segredo â essas coisas que a gente esconde dos sentimentos. Era uma gota de chuva, ou choro, que caiu no ombro errado como o outono a suceder o inverno. Sempre há uma casa no alto de um morro envolto em neblina. Minha hora passou, a colheita estragou, e nunca soube lhe dar flores, nem mesmo um sorriso... A tristeza é natural em abril, a poesia recrudesce o desconfor
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Ou não
Livro: Idiossincrasias Sexo fácil Puta melhor Louca talvez Nexo perdido Xaveco insano Paulista gostosa Tempo estranho Samba de roda Ou não 16 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Quase beijo
Livro: Idiossincrasias Quase beijo aquela moça. Num dia de verão, de saia rodada, aquele olhar dança um forró, confunde meus pés. Deita em meu ombro um quase beijo, rouba-me o olhar... quase um sonho. 15 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Papel branco
Livro: Idiossincrasias O papel branco sonha um poema, rabiscos, ou letras... talvez um filme do Goddard e as moças nos cabarés. Cabarés no Brasil? Puteiros com meninas de alta classe, e o papel branco sonha um poema. Iâm not ready... quem sabe? bobagens... Amanhã eu te amo, ou te fodo... Câest la solution! âBoa noite, meu cumpadi, como foi seu dia?â Até chegar a diamante o elefante é bicho preguiça. Papel não branco, poema feito, tempo perdido... 14 de
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
Quase lua cheia
Livro: Idiossincrasias Quase lua cheia, Um botequim em Santa Teresa, O samba ecoando E a morena na palma da mão, Quem sabe um beijo... Aquela canção do Noel Embala o sono da estrela. Se eu deséo pra Lapa E nos contornos dos arcos, Uma lembrança, O carnaval que passou. Aquele cheiro, Um amor já brotou, Os carinhos sem volta, Encontro nos versos, Esboço um poeta. 13 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
O caminho das rosas amarelas
Livro: Idiossincrasias Pelo caminho das rosas amarelas cantarola uma garotinha, traz à s mãos um cesto de palha. Contam os duendes que dentro dele há mais mistérios que na cartola de um mágico. Guardam-se ali sonhos e canções de um tempo qualquer, quando os homens ainda choravam pedrinhas de sal e as velhas senhoras conheciam os segredos das estrelas. 12 de 44 â Idiossincrasias ð Ver perfil completo no ORCID
Gustavo Noronha
há 6 dias1 min de leitura
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